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Rotatividade de colaboradores: os impactos e como evitar em sua empresa

Camila Silva
  • 22 de julho de 2020
  • 7 min de leitura

Para que uma empresa possa alcançar os resultados pretendidos, existe a necessidade de contar com eficazes estratégias de marketing, analisar quais são as ferramentas mais indicadas que proporcionam maior produtividade de sua equipe, além de avaliar como está a satisfação de seus colaboradores. Caso a rotatividade de pessoal esteja em alta, por exemplo, é um sinal de que algumas estratégias devem ser adotadas para diminuírem os impactos que esse gargalo provoca.

Pensando nisso, elaboramos este conteúdo para que você fique por dentro das consequências negativas da rotatividade, além de conferir dicas de como evitar esse problema. Continue a leitura e saiba mais!

Quais os impactos da rotatividade de colaboradores?

Inicialmente, apresentaremos sobre os impactos que a alta rotatividade traz para a empresa como um todo, além de explicar como isso afeta os colaboradores do negócio. Confira!

Queda de produtividade

O primeiro deles está relacionado com a produtividade da equipe. Ao contar com uma alta rotatividade de pessoal, é sinal de que existe insatisfação por parte de seus colaboradores em alguns aspectos do negócio. Nesse sentido, a saída de profissionais vai impactar também aqueles que permanecem no seu time, uma vez que surgem novas demandas de trabalho, ocasionando diretamente a sobrecarga de alguns funcionários.

Para evitar esse gargalo, o ideal é contar com uma equipe de recrutamento e seleção que realize os processos de forma ágil. Assim, o substituto ocupará o cargo de forma mais rápida, impedindo que situações como essas prejudiquem o andamento das tarefas.

No entanto, há ainda a necessidade de treinamentos do novo colaborador. O tempo destinado a essa atividade poderia ser aproveitado para funções mais estratégicas, o que prejudica o crescimento da organização como um todo.

Problemas para o RH

A área de Recursos Humanos que precisa continuamente lidar com contratações e demissões, consequentemente, deixará de ser estratégica para efetuar atividades mais operacionais. 

Nesse caso, o processo de recrutamento e seleção precisa ser organizado constantemente. Além disso, as demandas dessas fases são trabalhosas e exigem atenção por parte do time, justamente pela preocupação em profissionais que tenham o perfil da empresa.

Dessa forma, as chances de efetuarem atividades que contribuem para melhorias no clima organizacional, para o engajamento e produtividade dos colaboradores e também para o desenvolvimento de equipes diminuem consideravelmente, o que afetará os resultados do negócio.

Problemas para a gestão financeira

O RH não é a única área impactada com a rotatividade de profissionais. Há gargalos, também, para a gestão financeira, uma vez que desligamento e contratação de colaboradores gera custos ao negócio. Além do pagamento dos direitos trabalhistas dos funcionários, há ainda gastos com o processo seletivo, demanda de tempo para recrutamento e treinamento dos profissionais, entre outros pontos que podem afetar a saúde financeira do negócio.

Imagem negativa perante o mercado

Empresas que contam com alta rotatividade também correm os riscos de transmitirem uma imagem negativa ao mercado. Especialmente para equipes que interagem continuamente com os clientes, pode haver insatisfação por parte de seu público, pois o bom alinhamento depende do entendimento de informações que se perdem com a troca do time.

Nesse sentido, a sua empresa perderá a oportunidade de conquistar os seus clientes, de manter uma boa experiência durante a parceria, além de haver a possibilidade de ele se tornar uma pessoa detratora de sua marca, o que trará impactos para fechar novos contratos.

Outros problemas gerados pela alta rotatividade

Além dos gargalos já mencionados, ainda existem outros problemas gerados pela alta rotatividade em uma empresa. Destaca-se, por exemplo, o declínio de capital intelectual, pois o talento de seu negócio com as experiências adquiridas até então será levado para outras organizações, o que vai gerar perda de diferencial competitivo.

Deve-se levar em consideração, ainda, o fato de que colaboradores que adquiriram bons contratos em sua organização podem levá-los para outras empresas (ou a iniciativa partir do próprio cliente, uma vez que ele confia naquele profissional).

Por fim, há a perda de know-how, justamente por conhecimentos específicos correrem os riscos de serem perdidos durante a troca de pessoal, além de haver chances de retrabalho em diferentes equipes.

Como reduzir a rotatividade de colaboradores?

Agora que você já conhece os impactos negativos da rotatividade de colaboradores na empresa, chegou o momento de apresentarmos dicas de como reduzi-la. A seguir, selecionamos as principais sugestões.

Defina uma cultura organizacional com etapas estratégicas

Antes de mais nada, é preciso que a empresa conte com uma cultura organizacional bem definida. Por meio dela, as equipes podem transmitir os principais valores da marca no cotidiano, o que permite um melhor alinhamento e contratações mais efetivas.

Destaca-se, ainda, a melhoria no clima organizacional, o que permite o aumento da motivação e do engajamento na empresa, melhoria na comunicação, aperfeiçoamento das lideranças e também uma boa imagem perante o mercado.

Caso a sua empresa ainda não tenha definido de forma precisa a cultura, alguns passos devem ser seguidos. Entre eles:

  • entender quais os valores praticados pelos fundadores da empresa e quais são aqueles pontos que eles consideram imprescindíveis em um colaborador;
  • conhecer os diferenciais do negócio e de seus profissionais que promovem vantagem competitiva no mercado;
  • adotar estratégias para que os valores sejam reforçados continuamente na rotina de trabalho;
  • adotar ações que tragam o sentimento de pertencimento na equipe.

Aprimore o processo seletivo

Cultura organizacional definida, chegou o momento de avaliar como está o seu processo seletivo. Existe a necessidade de ele ser criterioso, justamente para encontrar perfis que estejam alinhados à proposta da empresa e também buscar por profissionais que queiram crescer junto com o seu negócio. Ao apostar em novos colaboradores que atendem a essas especificidades, as chances de uma contratação que seja duradoura aumentam consideravelmente.

Para isso, é preciso definir inicialmente quais são as atribuições do cargo e qual é o perfil da vaga, entender como você recrutará nomes para o processo e analisar quais são os canais mais indicados para a sua realidade, além de fazer uma descrição completa da vaga. Ao receber currículos, torna-se necessário mapear quais são os possíveis candidatos que se encaixam no cargo proposto e já avalie suas habilidades para tornar a primeira conversa mais fluida.

Durante a entrevista, lembre-se continuamente da cultura da empresa, faça dinâmicas e também proponha situações que englobem os valores importantes de seu negócio, com o objetivo de entender se aquele candidato se encaixa no que a organização acredita.

Desenvolva um plano de carreira

A empresa que conta com um plano de carreira bem definido, naturalmente, contribui para que seus colaboradores sejam mais leais ao negócio, está mais preparada para desafios e contextos externos (pois os profissionais contam com capacitação constante), além de diminuir os índices de insatisfação por parte das pessoas.

Consequentemente, a rotatividade diminui, uma vez que o funcionário verá chances de crescimento de acordo com o seu desempenho. Nesse sentido, uma dúvida comum entre os gestores está em como desenvolver esse plano de forma eficaz.

Para isso, o primeiro passo é envolver os profissionais para a elaboração. Onde eles desejam chegar dentro da realidade de seu negócio? Como eles acreditam que os gestores poderão contribuir nesse sentido? Além disso, é preciso definir quais serão as progressões de carreira, bem como elaborar metas e objetivos que permitirão esse desenvolvimento.

Outro ponto de preocupação é a realização de treinamentos. Não se limite a cursos externos, pois os próprios profissionais têm a oportunidade de transmitirem seus conhecimentos e as particularidades de suas funções a outros membros da empresa. Também há a necessidade de os processos serem transparentes, permitindo que as próprias pessoas acompanhem a sua progressão e estabeleça planos para se aperfeiçoarem.

Por fim, faça benchmarking com empresas que tenham os mesmos valores dos seus, entendendo como eles aplicam o plano de carreira, quais foram os desafios encontrados e como eles foram superados. A atenção, aqui, está relacionada à necessidade de adaptar os insights de acordo com a sua realidade e com os objetivos de seu negócio.

Crie uma cultura de feedback

Colaboradores precisam constantemente serem estimulados a crescer. Isso só será possível caso eles tenham um retorno sincero por parte de suas lideranças, além de terem a oportunidade de reforçarem quais são as características positivas da empresa e quais podem ser aprimoradas para uma melhor satisfação.

Nesse sentido, o feedback torna-se uma das ferramentas mais indicadas para esse retorno de ambas as partes. Para que essa cultura seja desenvolvida, é preciso criar um ambiente que seja propício para isso, estimulando os profissionais a darem suas percepções negativas e positivas sobre diferentes demandas de áreas distintas.

Caso a equipe tenha dificuldades em relação a essa prática, faça treinamentos com profissionais capacitados para que haja uma explicação precisa de como deve ser um feedback e quais são as melhores técnicas para um retorno construtivo. Assim, a ferramenta será normalizada, o que permite um desenvolvimento constante de seus colaboradores.

Realizar periodicamente encontros das lideranças com os seus liderados de forma individual também é uma estratégia positiva. Gestores devem ser incentivados a manter essa ação para que os colaboradores estejam à vontade com o objetivo de apresentarem as suas percepções e avaliarem seus pontos positivos e de melhoria.

Tenha uma boa gestão de benefícios

A gestão de benefícios é outra prática que deve ser considerada pela sua empresa. Por meio dessa estratégia, aumentam as chances de conquistar seus clientes internos (ou seja, os colaboradores) e também contribuirá para um índice de rotatividade reduzido.

Nesse sentido, considere as necessidades de seus profissionais. Faça uma pesquisa interna e verifique o que eles gostariam de receber, além de estudar como isso impactaria a rotina da empresa. Horário flexível, por exemplo, é um diferencial que traz reflexos diretos para a produtividade, além de não gerar custo algum para a organização.

Considere, ainda, reconhecimento e recompensas. Ao atingirem metas, é normal que as pessoas esperem por uma pequena confraternização por parte de seu time, pois é uma conquista importante para o seu desenvolvimento, concorda? Por essa razão, não deixe de lado essa pauta nas reuniões mensais!

Invista na qualidade de vida no trabalho

Pequenas estratégias podem contribuir efetivamente para uma melhor qualidade de vida no trabalho. Incentivar o sentimento de pertencimento, elaborar ações para que a equipe entenda as suas demandas e gerencie o seu tempo de forma positiva, além de elaborar momentos de encontros casuais entre o time são possibilidades que agregam para o bem-estar.

Ao estarem satisfeitos com o ambiente e terem o apoio de suas lideranças para que as atividades sejam efetuadas com mais leveza, consequentemente a satisfação com o trabalho será maior, reduzindo a rotatividade.

Neste conteúdo, você pôde entender sobre os impactos da rotatividade de pessoal, além de dicas práticas de como evitar essa questão. Contando com um bom planejamento e trazendo programas de motivação contínuos para a sua equipe, consequentemente o clima será mais agradável, proporcionando maior produtividade e melhores resultados para o negócio.

Contar com um bom gerenciamento de tempo também possibilita para que os profissionais estejam mais engajados em sua função. Para saber saber mais, continue no blog e boa leitura!

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