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Roubo de identidade: no dia da mentira, uma história de verdade

admin-blog-bio
  • 1 de abril de 2019
  • 3 min de leitura

Enquanto você lê esse artigo, uma pessoa está roubando dados pessoais de alguém e utilizando para fazer qualquer coisa: compras de grande valor, solicitação de empréstimo e crédito, abertura de empresas fantasmas ou ações que vão além da imaginação.

Logo depois, uma conta que não foi paga vai aparecer para alguma empresa, o nome de alguém será negativado injustamente, processos jurídicos serão abertos, a reputação de empresas e pessoas será comprometida, além de incontáveis prejuízos que darão enormes dores de cabeça.

Pois é, isso poderia até ser mentira, mas a verdade é que a cada 16 segundos uma pessoa tenta se passar por outra no Brasil.

O roubo de identidade e uma história que virou filme

Durante a década de 60, um garotinho de apenas 15 anos tinha tudo de mais importante para sua vida: uma família. De repente, tudo acabou.

Descoberto pelo fisco norte-americano e pela sonegação de impostos, seu pai, Frank Abagnale, se viu obrigado a entregar tudo, incluindo seus bens, reputação e, consequentemente, sua família.

Com a dúvida de escolher se ficaria sob os cuidados de sua mãe ou seu pai, Frank Abagnale Jr. buscou outro caminho: seguir sozinho. Dessa maneira, se jogou em um mundo de aventuras, farsas e crimes de identidade.

Uma “carreira” construída baseada no roubo de identidade

Sua carreira começou quando descobriu a possibilidade de passar inúmeros cheques sem fundos em diferentes bancos, criando várias identidades. Em apenas cinco anos de atuação, conseguiu assumir 8 identidades diferentes e utilizou muitas outras para fraudar cheques, causando prejuízos financeiros estimados em U$ 2,5 milhões em mais de 20 países.

Dentre as identidades assumidas, estão a de piloto, pediatra, advogado e professor de sociologia. Além disso, imprimia cédulas de cheques em folhas timbradas que tornavam a sua fraude uma obra de arte.

Em 1969, no entanto, Frank Abagnale Jr. foi preso pela polícia. Todos os países em que ele cometeu suas ações, pediram sua extradição e Frank foi condenado a 12 anos de prisão por fraudes bancárias e crimes de roubo de identidade.

Habilidades usadas em prol do bem

O mesmo falho sistema que permitiu que Frank cometesse seus delitos e que o colocou atrás das grades, permitiu sua liberdade em 1975 sob a condição de que deveria ajudar as autoridades do governo dos Estados Unidos a combater fraudes monetárias.

Hoje, Frank Abagnale Jr. tem seu próprio negócio, a “Abagnale & Associates“, escritório de consultoria dedicado a prevenir e delatar fraudes e ainda auxilia o governo na solução de diversos casos.

Sua história ficou tão famosa, que foi contada por meio do filme “Prenda-me se for capaz”, onde Leonardo DiCaprio faz o papel de Frank Jr.

Como o roubo de identidade acontece nos dias de hoje?

Se essa história aconteceu na década de 60, onde não existiam tantos recursos e, mesmo assim, as ações de Frank Abagnale Jr. foram tão difíceis de serem rastreadas, já imaginou nos dias de hoje, com tanta facilidade?

Mesmo parecendo mentira ou em menores proporções, esse tipo de roubo acontece todos os dias e a todo momento. Por isso, é preciso estar atento a todas as fragilidades.

Como o próprio Frank disse: “O que eu fiz na minha juventude é mil vezes mais fácil nos dias de hoje. A tecnologia facilita os crimes.”

A tecnologia facilita o roubo de identidade

O avanço da tecnologia tornou fértil o ambiente online para o desencadeamento de ações oriundas do roubo de identidades. Não é à toa que em 2018 quase 8 milhões de brasileiros foram vítimas desse problema.

Pois é… De um lado, há a internet, que chegou com a promessa de tornar a vida das pessoas mais dinâmica e simples. E do outro, temos softwares e máquinas suficientes para replicar um documento pessoal.

Com produtos e serviços na palma da mão de qualquer cidadão, todo negócio precisa estar preparado e seguro para que a identidade de quem está solicitando um serviço ou comprando um produto seja garantida, evitando que pessoas se passem por outras, assumindo falsas identidades.

Como se prevenir contra o roubo de identidade?

Atualmente, já existem tecnologias capazes de auxiliar em uma considerável diminuição das chances de uma pessoa se passar por outra.

Uma delas é o reconhecimento facial. Com assertividade acima de 99%, a solução, por meio da análise biométrica de uma pessoa, identifica padrões únicos no rosto, tornando-se um importante aliado na autenticação de identidades.

Isso faz com que as chances de que seu negócio seja prejudicado e a identidade de uma pessoa seja roubada para quaisquer tipos de ações, diminua.

Nesse sentido, a Acesso Digital, por meio do AcessoBio, lidera o mercado brasileiro no desenvolvimento de soluções de reconhecimento facial para autenticação.

Em um mundo com tantas identidades roubadas por aí, por que não optar pela verdade? 

Quer saber mais? Entre em contato ou acesse nosso site. 

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