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Mitigação de riscos: saiba como reduzir os riscos em sua empresa

Camila Silva
  • 18 de novembro de 2020
  • 6 min de leitura

Mitigação de riscos: você conhece a importância que isso tem para a empresa? Primeiro, vamos ao significado da palavra mitigar. Em um contexto mais amplo, se refere a atenuar, diminuir ou enfraquecer. Especialmente para organizações que trabalham com questões financeiras, contar com um plano que possa reduzir os riscos do negócio possibilitará maior garantia para a instituição, mais segurança e até mesmo uma diminuição dos custos, justamente por reduzir a inadimplência dos clientes.

Neste conteúdo, entenda um pouco mais sobre como elaborar um plano de mitigação de riscos em seu negócio, qual é a sua importância, além de conferir como a tecnologia vai contribuir nesse cenário. Continua a leitura e saiba mais!

Qual a importância da mitigação de riscos?

Especialmente em um cenário competitivo, existe a necessidade de buscar por estratégias que possam reduzir os riscos do negócio e, consequentemente, melhorar os resultados. Por meio da mitigação de riscos, a sua empresa terá a oportunidade de:

  • alcançar os objetivos com maior facilidade;
  • ter uma gestão proativa;
  • melhorar a identificação de ameaças e oportunidades;
  • melhorar a confiança entre clientes e também entre colaboradores;
  • contribuir para uma melhor governança;
  • ter controles mais eficazes;
  • contar com uma eficácia operacional maior;
  • melhorar a aprendizagem organizacional.

Como elaborar um plano de mitigação de riscos?

Agora que você já sabe a importância do plano de mitigação de riscos, chegou o momento de conferirmos um passo a passo de como elaborá-lo. Veja!

Estruture as estratégias do plano de mitigação

Uma empresa está suscetível aos mais variados tipos de riscos. Entre eles, ataques cibernéticos, perdas financeiras e de ativos, questões competitivas, manchas na reputação, entre outros pontos. Dessa forma, o primeiro passo é que se faça um levantamento de todos os riscos já existentes.

Nada melhor do que realizar esse estudo com os próprios profissionais, uma vez que são as pessoas que melhor sabem sobre as suas rotinas e entenderão sobre os pontos mais preocupantes.

Além disso, é importante que haja a classificação desses riscos. Dessa forma, possibilitará uma melhor visualização de todo o time de quais são eles e como eles podem afetar o negócio. Pode ser feita, por exemplo, selecionando entre riscos internos e riscos externos, entre riscos mais graves e riscos menos graves, ou até mesmo por áreas.

Não há certo e nem errado: o ideal é entender qual tipo de classificação melhor se encaixará para a realidade de seu negócio. Pense, ainda, em seu planejamento estratégico, nos objetivos da empresa e em como os riscos podem afetar os resultados pretendidos.

Avalie e mensure os riscos existentes

Ao entender e classificar quais são os riscos de seu negócio, é importante ainda avaliá-los e mensurá-los. Novamente, pensando em uma boa visualização de todo o time, o ideal é que tenha um mapa com descrições bem elaboradas. Duas perguntas são importantes de serem feitas: qual é o seu impacto – como explicado mais acima – e qual é a probabilidade de ocorrência.

Em relação à ocorrência, uma abordagem seria:

  • raríssimo;
  • raro;
  • ocasional;
  • frequente;
  • muito frequente.

Assim, há a possibilidade de colocar pesos em cada um desses riscos, destinando uma maior atenção àqueles que são frequentes e que causam danos para o negócio. Para isso, é possível utilizar uma simples fórmula:

Risco = Probabilidade x Impacto

Dessa maneira, existe a possibilidade de realizar um planejamento mais adequado para eles, de forma que tenha respostas de como agir para diferentes situações.

Monitore continuamente

Devemos levar em consideração que fatores de riscos em uma empresa podem se alterar com frequência. Eventos externos, por exemplo, podem ocasionar em uma mudança dos riscos.

Vamos utilizar como demonstração a crise econômica ocasionada pela pandemia da Covid-19 em 2020: no início de janeiro, as empresas não imaginavam o impacto que a pandemia causaria e os efeitos trazidos pelo distanciamento social. Em pouco mais de dois meses, tudo se alterou. Esse é um exemplo macro, mas que traz uma visão clara sobre a necessidade de monitorar os riscos de forma contínua.

Tanto questões políticas, quanto econômicas e também de seu nicho de atuação são impactados pelos mais distintos motivos. Outro ponto importante: ao aplicar o plano de mitigação de riscos, naturalmente alguns deles vão diminuir e você deve analisar como está o resultado do trabalho efetuado até então.

Preocupe-se com a cultura de seu negócio

Seja qual for a estratégia a ser aplicada em sua empresa, é preciso que tenha adesão de grande parte dos profissionais. Caso contrário, o planejamento não será executado, o que trará as chances de os objetivos não serem atingidos e, consequentemente, ocasionar em perdas de oportunidades para a empresa.

Além disso, caso não haja o interesse das pessoas em entender os riscos, a empresa tende a ficar vulnerável. Vamos ao exemplo da LGPD: é preciso que todos tenham conhecimento sobre os principais pontos da lei, sobre o tratamento de dados dos clientes e as consequências que isso pode trazer para o negócio. Do contrário, de nada adianta estabelecer políticas claras aos clientes, uma vez que erros humanos podem ocasionar ataques cibernéticos.

Nesse sentido, assim que o plano de mitigação de riscos for elaborado, reúna com toda a empresa, apresente os principais tópicos e transmita essa importância para a organização. Além disso, as lideranças devem entender quais são as metas de seu time e de seus liderados e lideradas.

Entenda sobre o tratamento dos riscos

Depois que houver o entendimento de quais são os riscos e as classificações forem feitas, é o momento de realizar o tratamento desses riscos. Como isso deve ser feito? No plano de mitigação de riscos, existe a possibilidade de definir distintas etapas, como:

  • evitar o risco;
  • reter o risco — quando há a identificação de que existem toleráveis, a gestão opta por reter os riscos. Exemplo: os equipamentos utilizados pelos profissionais não permitem que eles exerçam o máximo de produtividade, mas isso não prejudica os resultados como um todo;
  • reduzir o risco — nesse caso, os riscos já passam a não ser mais toleráveis. Exemplo: houve a identificação de que profissionais utilizam redes sociais e/ou sites de compras com o e-mail corporativo. Nesse caso, há o risco de ataques cibernéticos. A gestão opta, então, em fazer uma varredura dessa situação e solicitar que todos eliminem suas contas nesses canais com a conta corporativa;
  • transferir o risco — caso a empresa contrate desenvolvedores externos para elaborar as suas principais ferramentas (outra empresa), há no contrato que qualquer erro que ocorra não é culpa da organização. Sendo assim, há uma transferência do risco.

Conforme vimos, são algumas das alternativas a serem tomadas para quem deseja mitigar os riscos do negócio. Nesse caso, a partir do entendimento de quais dessas etapas optar, é preciso que as ações sejam tomadas em tempo hábil para que não haja nenhum tipo de prejuízo ao negócio.

Entenda como mitigar os riscos de forma persicaz

Como percebido, são muitas as etapas mais importantes para que possa realizar a mitigação de riscos de forma eficaz. Como garantir que tudo isso ocorra de acordo com o planejamento? Primeiro, vai depender da capacidade da gestão em analisar os dados da empresa, entender quais deles são importantes de serem analisados e classificar de forma correta. Além disso, o sucesso da estratégia vai depender de como é a agilidade e a precisão realizada em cada uma das etapas.

Nesse caso, se não houver tempo por parte de sua equipe e os riscos forem mais graves, não perca tempo em detalhes. Isso pode atrasar o processo e ocasionar em falhas que tendem a ser graves para a empresa. Além disso, como em qualquer situação na gestão de uma empresa, considere sempre sobre as chances existentes de mais de um problema surgir ao mesmo tempo. Por essa razão, o bom planejamento contribuirá para ações rápidas em momentos desafiadores.

Utilize a tecnologia como aliada

Por fim, não se deve mencionar de um plano de mitigação de riscos sem ressaltar sobre a importância que a tecnologia exerce como aliada para que distintos riscos sejam evitados em seu negócio. Vamos a um exemplo claro para instituições financeiras: a análise de crédito.

A partir de uma tecnologia de reconhecimento facial, esse processo será facilitado não apenas para a sua equipe, como também trará uma percepção mais positiva ao seu cliente. Por meio dessa solução, existe a possibilidade de:

  • reduzir fraudes no processo de análise de crédito;
  • agilizar o processo de onboarding de novos clientes;
  • eliminar custos com mesa de análise;
  • reduzir custos com outras ferramentas antifraude, uma vez que essa por si só garante a segurança;
  • aumenta a satisfação do cliente e, consequentemente, a conversão em vendas. 

Nesse sentido, se houver a possibilidade de aplicar recursos para ferramentas que tragam esse diferencial ao seu negócio, não deixe de aplicar na sua empresa. Além de mitigar os riscos, vai haver a possibilidade de melhorar os resultados e conquistar oportunidades de negócio.

Neste conteúdo, você pôde entender o que é a mitigação de riscos, qual é a sua importância, além de avaliar os principais passos para realizar um plano de forma eficaz. Assim como em qualquer outro projeto a ser aplicado em seu negócio, o ideal é contar com um bom planejamento, entender as diferentes etapas necessárias para alcançar os objetivos definidos, além de envolver toda a equipe para contar com os resultados esperados.

Dessa forma, além de mitigar os riscos de seu negócio, consequentemente você contará com um time alinhado e clientes satisfeitos.

Conforme vimos, a tecnologia como aliada é um dos principais passos para que possa mitigar riscos nos mais distintos segmentos. Se você deseja entender um pouco mais da solução que apresentamos (biometria facial), entre em contato com a nossa equipe, converse com os nossos profissionais e conheça o AcessoBio! Até a próxima!

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